A Árvore dos Abraços ( Parte I )
Conto de José Jorge Letria
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Era uma vez uma árvore que se parecia com muitas outras
árvores, embora, na realidade, fosse diferente de todas
elas.
Como todas as árvores, tinha um tronco e ramos e estava
preparada para enfrentar o sol, a chuva, o vento e a
trovoada.
Às vezes, as crianças iam brincar para o campo e, já can-
sadas, procuravam a sombra dessa árvore, que era silencio-
sa e discreta como costumam ser todas as árvores.
Nunca a árvore lhes recusou aconchego e abrigo.
Sabe-se que chegou mesmo a deixar que algumas dessas
crianças construíssem uma pequena casa de madeira debaixo
da sua copa.
As crianças foram crescendo, tornaram-se adultas e acaba-
ram por abandonar a casinha de madeira dos seus sonhos e
brincadeiras que o vento, a chuva e a voragem do tempo se
encarregaram de destruir, sem que a árvore pudesse fazer
o que quer que fosse para a salvar.
A árvore gostava muito de crianças e de pássaros.
Como não dava frutos, pelo menos que se soubesse, tinha
somente para lhes oferecer a frescura da sombra e o
sossego que só as árvores frondosas são capazes de dar
a quem sob as suas copas se vai abrigar.
Ninguém sabia ao certo a idade daquela árvore.
Há especialistas que são capazes, observando os troncos
e a folhagem, de dizer quantos anos têm as árvores. Mas
com esta árvore isso não aconteceu, porque ninguém achou
que ela merecesse ser estudada. Era, no fundo, uma árvore
banal, igual a muitas outras árvores que não têm uma his-
tória que mereça ser contada.
É certo que há árvores com história.
De algumas delas pode dizer-se: "Debaixo desta copa.....
(continua)
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Era uma vez uma árvore que se parecia com muitas outras
árvores, embora, na realidade, fosse diferente de todas
elas.
Como todas as árvores, tinha um tronco e ramos e estava
preparada para enfrentar o sol, a chuva, o vento e a
trovoada.
Às vezes, as crianças iam brincar para o campo e, já can-
sadas, procuravam a sombra dessa árvore, que era silencio-
sa e discreta como costumam ser todas as árvores.
Nunca a árvore lhes recusou aconchego e abrigo.
Sabe-se que chegou mesmo a deixar que algumas dessas
crianças construíssem uma pequena casa de madeira debaixo
da sua copa.
As crianças foram crescendo, tornaram-se adultas e acaba-
ram por abandonar a casinha de madeira dos seus sonhos e
brincadeiras que o vento, a chuva e a voragem do tempo se
encarregaram de destruir, sem que a árvore pudesse fazer
o que quer que fosse para a salvar.
A árvore gostava muito de crianças e de pássaros.
Como não dava frutos, pelo menos que se soubesse, tinha
somente para lhes oferecer a frescura da sombra e o
sossego que só as árvores frondosas são capazes de dar
a quem sob as suas copas se vai abrigar.
Ninguém sabia ao certo a idade daquela árvore.
Há especialistas que são capazes, observando os troncos
e a folhagem, de dizer quantos anos têm as árvores. Mas
com esta árvore isso não aconteceu, porque ninguém achou
que ela merecesse ser estudada. Era, no fundo, uma árvore
banal, igual a muitas outras árvores que não têm uma his-
tória que mereça ser contada.
É certo que há árvores com história.
De algumas delas pode dizer-se: "Debaixo desta copa.....
(continua)

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